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26
de Agosto de 2010
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- O secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, derrubou
na última sexta-feira, 20, em entrevista à Folha o mito de que o beijo gay em
novelas não é feito por causa da classificação indicativa, realizada pelo
Ministério da Justiça.
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Esse é o argumento usado por autores e roteiristas para
não incluir o beijo entre duas pessoas de mesmo sexo nas novelas, o que já ficou
de acontecer várias vezes (“América”, “Duas Caras”, “Ti Ti Ti”).
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- A polêmica
surgiu depois que o P-Sol exibiu em seu horário eleitoral gratuito um beijo
entre dois rapazes. “Parece que os políticos estão mais livres para a ficção do
que os roteiristas”, opinou o secretário, dizendo ainda que “alguns roteiristas
continuam usando esse argumento para se justificar perante a sua própria classe
porque eles fazem uma opção de mercado por não colocar um beijo gay”.
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- Ele fez
questão de deixar claro que o Ministério da Justiça não tem preconceito na
classificação indicativa e afirmou que “um beijo gay e um beijo heterossexual
são exatamente a mesma coisa do ponto de vista da classificação indicativa”.
Segundo ele, a inclusão de um beijo gay em alguma novela seria comemorada pelo
Ministério.
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- O secretário pretendia agendar uma reunião com autores e roteiristas
para discutir o tema, mas já foi avisado de que eles não têm agenda. Os lábios
gays continuarão longe um do outro na televisão.
cultura gls
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