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05
de Outubro de 2010
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- Cientistas argentinos desenvolveram uma vacina mais barata contra o vírus do
papiloma humano (HPV), um dos causadores do câncer de colo do útero, doença que
mata cerca de duas mil mulheres a cada ano no país, disseram nesta segunda-feira
à Agência Efe fontes vinculadas ao projeto.
A aplicação foi realizada "com tecnologia local" e tem um custo menor que as
duas vacinas presentes até agora na Argentina, importadas de Estados Unidos e
Grã-Bretanha, explicou Gonzalo Prat Gay, diretor do Laboratório de estrutura,
função e engenharia de proteínas da Fundação Instituto Leloir, de Buenos
Aires.
Os especialistas da fundação e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas
e Técnicas (Conicet) conceberam um modo de produzir a imunização diferente da
atual, que foi provado "com sucesso" em ratos, precisou Prat Gay.
"O desenvolvimento foi feito com um método de cultivo mais barato por meio do
conjunto químico de proteínas", indicou o investigador da Fundação Instituto
Leloir, onde foram iniciadas as rodadas de conversas com empresas farmacêuticas
para que a vacina contra o vírus HPV seja testada em humanos.
Desta maneira, os pesquisadores conseguiram encaixar uma partícula idêntica
ao HPV, embora sem informação genética, para o sistema imunológico reagir como
se estivesse frente a um vírus e gerar anticorpos, indicaram os
pesquisadores.
Prat Gay calculou que "de dois a três anos a vacina poderia estar no mercado,
porque os teste em humanos levam muito tempo".
"A incidência do câncer de colo do útero se quintuplica em países em
desenvolvimento. E é muito difícil que uma vacina cara seja usada, mas, a longo
prazo, a existência de outra vacina pode fazer com que as outras reduzam seu
preço", avaliou o cientista.
O câncer de colo do útero está entre as dez principais causas de morte de
mulheres na América do Sul, segundo fontes de saúde.
As
informações são da Agência EFE
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