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23
de Março de 2011
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A decisão da Apple de aprovar uma aplicação para iPhone que
promete a "cura gay" foi duramente criticada por organizações pelos
direitos dos homossexuais em Portugal. Mais de cem mil pessoas já assinaram uma petição
online a pedir a remoção imediata da aplicação. A empresa do diretor-excutivo Steve Jobs aprovou, semana passada, uma
aplicação de um grupo norte-americano assumidamente homofóbico, que promove a
"cura gay" entre usuários homossexuais.
Na descrição do software, a "Exodus International" apresenta-se como uma
instituição que oferece ajuda a homossexuais que se sintam "culpados pela
escolha que fizeram". A aplicação reúne inúmeros artigos de pessoas descontentes
com a homossexualidade e incita a luta pela cura desta "doença".
A empresa pretende atingir um público mais jovem nesta investida e, para
isto, também está investindo na divulgação de conteúdo "anti-gay" nas redes
sociais como o "Facebook" e o "Twitter".
Para as organizações pelo direito dos homossexuais, este software, disponível
para crianças acima de quatro anos, promove mensagem de ódio e intolerância aos
"gays", além de utilizar táticas de intimidação. Esta não é a primeira vez que
a "Exodus", fundada por fanáticos cristãos, se envolve em polémicas com a
"comunidade gay" dos Estados Unidos.
"Nenhum conteúdo censurável? Nós discordamos disso", diz o texto da petição online. O gigante da informática ainda não se pronunciou oficialmente sobre a
polémica envolvendo esta nova aplicação. No passado, a empresa de Steve Jobs
removeu do "iTunes" a aplicação anti-gays "Manhattan Declaration", após cinco
mil pessoas assinarem uma petição online. |