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20
de Novembro de 2010
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- O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) já é conhecido no meio político
como polemizador. Conservador e reacionário, ligado aos saudosistas da ditadura,
ele vive causando polêmica com suas declarações contra os direitos humanos. São
tantas declarações polêmicas que Bolsonaro nem é mais levado a sério entre os
colegas. Desta vez, o comentário infeliz do deputado teve como alvo os
homossexuais. Bolsonaro sugeriu que os pais deveriam bater nos filhos com
tendências homossexuais.
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A declaração foi feita durante o programa
"Participação Popular", da TV Câmara. Os deputados Jair Bolsonaro e Paulo
Henrique Lustosa (PMDB/CE), presidente da Frente Parlamentar da Criança e do
Adolescente, discutiam sobre a Lei da Palmada, quando Bolsonaro disse: "O filho
começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele.
Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas,
meu pai me ensinou a ser homem".
O telespectador Alexandre, de Minas
Gerais, que denunciou a declaração do deputado ao Vermelho, ficou
indignado com o preconceito escancarado do parlamentar: "O deputado afirma que
palmada corrige a orientação sexual de uma pessoa, sugerindo que ser gay seria
algo anormal e motivo sufiente para ser agredido", protesta
Alexandre.
Ataque de militar a homossexual é condenado pelo
Exército
A declaração escandalosa de Bolsonaro --que tem sua
principal base eleitoral entre as famílias de militares do Rio de Janeiro--
acontece no mesmo dia em que o comandante do Forte de Copacabana, coronel Afonso
Henrique Pedrosa, teve que vir a público condenar a atitude do sargento do
exército Ivanildo Ulisses Gervásio que atirou contra um jovem de 19 anos, após
Parada Gay no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (15).
Em entrevista
nesta sexta-feira ao RJTV, Pedrosa disse que o Exército brasileiro não admite em
seus integrantes qualquer conduta homofóbica ou discriminação ao ser
humano.
Com
informações do site Vermelho
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