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24
de Novembro de 2010
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- O juiz André Strongensk, substituto da Vara Cível e Comercial de Porto
Seguro, a 709 km de Salvador, no extremo sul da Bahia, determinou
a suspensão da festa 303 Art Festival, uma rave marcada para
acontecer entre 29 de dezembro deste ano e 2 de janeiro de 2011, numa fazenda em
Trancoso, a 85 km da cidade. Cinco mil pessoas são esperadas no evento. Se a
festa acontecer, os organizadores terão de pagar multa de R$ 50 mil por dia.
A Vagalume Records Produções Culturais recorrerá da decisão e adiantou que
realizará a festa mesmo com a proibição, já que desta forma o prejuízo com
gastos de R$ 1 milhão seria maior. A decisão do juiz foi em acato a ação civil
pública, com pedido de liminar, de autoria do promotor público estadual Maurício
Magnavita, para quem o evento não oferece condições de segurança.
A organização do evento informa que contratou 60 homens de uma empresa de
segurança privada, aprovada pela Polícia Federal de Porto Seguro, e ainda que
será colocado na porta do evento um quiosque da Polícia Militar.
Indefinido - O coronel do 8º Batalhão da Polícia Militar,
Paulo Faustino, informou que o pedido de policiamento no local está sendo
avaliado. “Temos várias prioridades de segurança para o Réveillon. Ainda não
decidimos se vamos colocar policiamento lá”, declarou.
Na opinião de Magnavita, a festa servirá como “palco para tráfico e consumo
de entorpecentes”, uma vez que está prevista para ser realizada em um local ermo
e distante – a Fazenda Jacumam, a cerca de 10 km de Trancoso, com acesso por
duas vias de estrada de chão.
Magnavita explica que a Fazenda Jacumam fica situada em unidade de
conservação de uso sustentável, na faixa costeira compreendida entre a foz do
Rio Trancoso e o Rio Caraíva, no município de Porto Seguro, podendo ocasionar
riscos de danos ao meio ambiente.
Os organizadores da festa rebateram, mostrando autorizações de realização da
festa por parte do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), da
Secretaria de Meio Ambiente de Porto Seguro e da Secretaria do Meio Ambiente da
Bahia.
Próxima ao local do evento, vive a comunidade indígena Pataxó Imbiriba, que
reúne cerca de 200 índios. O grupo está dividido com relação à realização do
evento.
Os índios favoráveis à festa fazem manifestações na estrada que dá acesso à
Praia do Espelho e aos distritos de Caraíva e Itaporanga. A via está bloqueada
desde sexta-feira passada, quando saiu a liminar que proíbe o evento. Os índios
dizem que só liberam o local se a festa puder ser realizada.
Cerca de 20 índios se apresentarão no evento, caso seja realizado, e poderão
comercializar o artesanato.
As
informações são de Mário Bittencourt
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