- 18.02.2010
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- O clima de paz que remete a música eletrônica no mundo foi atropelado
por uma série de violência protagonizada pela equipe de seguranças e alguns
membros da produção dentro do Bloco Skol.
Durante quatro horas e meia de desfile no Circuito Barra -
Ondina, toda a atmosfera de alegria, paz e respeito ao próximo foram quebrados
pela truculência de homens que desejavam a todo custo, mostrar autoridade
recriminando, empurrando e muitas vezes ameaçando os associados do Bloco.
Alguns dos momentos foram presenciados por mim, que há
quatro anos participo do Skol.
Curtindo, mas não deixando de observar tudo ao meu redor,
logo após a passagem pelo trecho principal do circuito onde ficam os postos da
Imprensa sempre perceptível a tudo que passa em suas câmeras, começa o show de
horror e agressões verbais e físicas.
No fundo do trio um grupo com 10 homens enfileirados
empurravam os foliões que tentavam passar entre eles, em um destes momentos um
folião tentou passar sem ter o conhecimento que aquilo seria julgado por eles como
um mau comportamento, no entanto foi empurrado e ameaçado gratuitamente deles
retirarem do Bloco caso o rapaz passasse pela tal guarnição.
Tentei interceder dizendo que procuraria o coordenador dos
Seguranças, entretanto, eles já tinham a certeza que nada seria feito e um dos
trogloditas gritou: pode ir. Informei então, o acontecido ao coordenador, e o
mesmo acenou com a cabeça ignorando o fato.
Um
dos membros da mesma guarnição teria dado um soco
nas costas de uma associada, segundo a informação
da agredida, eles passavam por ela e querendo abrir
caminho acabou agredindo fisicamente.
Bem mais a frente, já em Ondina, em frente ao Camarote
Planeta Othon, um dos associados em meio ao seu entusiasmo embalado pelo DJ
Ferri Corsten, sobe na escada de emergência fazendo movimentos embalados pela
sonzeira daquele momento.
Como toda regra tem exceção, um segurança, educadamente, pede
para que o rapaz desça, mas ele se nega a descer continuando as suas
performances com o apoio do público que começa a ovacionar a atitude do rapaz.
Enquanto isso, vários seguranças são acionados para conter o
rapaz e o mesmo continua na sua vibe
como se nada estivesse acontecendo até que se aproxima um membro da produção identificado
como Lucas.
Vestindo camisa vermelha e portando dois crachás de
identificação inclusive em um dos crachás era possível ver a logomarca da
Empresa Central do Carnaval, Lucas tentava pegar a perna do rapaz fazendo
menção de puxar ao chão e como não obteve sucesso pediu a ajuda de um pelotão
da Polícia Militar que passava pela lateral do Bloco.
Ao ser intimado pela Polícia o rapaz desce e no mesmo
instante é paralisado pelos seguranças e seu abadá é arrancado de seu corpo
violentamente pelo produtor Lucas que concluiu a operação retirando o rapaz de
dentro do bloco e jogando com força para cima dos foliões pipocas.
Toda a cena, jamais vista por mim
nestes quatro anos no
Bloco Skol, foi presenciada por milhares de cidadãos que se mostravam estarrecidos
com a violência gratuita comandada pelo produtor do Bloco Skol e sua equipe de
marginais vestidos de seguranças.
Já no final do desfile o mesmo Lucas agrediu um casal de
gays que estavam na frente da corda de segurança que afastava o trio das pessoas,
mais uma violência gratuita.
Perguntei ao rapaz e seu parceiro o que tinha acontecido e
eles me disseram que simplesmente, o Lucas mandou eles se retirarem da frente
do trio e irem para o fundo do bloco sem necessidade.
O produtor Lucas, do Bloco Skol é a referência viva de uma
intolerância que não se aplica no carnaval baiano. O mesmo desrespeita a
filosofia da cultura da música eletrônica que prega a paz e o respeito às
diversidades. Ele deixa explícita a sua real intenção com o público que paga
caro por um abadá para brincar com CONFORTO E SEGURANÇA e que na verdade acaba
sendo vítima de uma violência ainda mais inescrupulosa dentro do próprio bloco.
O Bloco Skol que é composto por uma maioria de turistas
vindos de todas as partes do mundo e que já tem a tradição de ser o mais
famoso no segmento de música eletrônica no carnaval baiano, além de ter também
em sua freqüência, personalidades, formadores de opinião e jovens da alta
sociedade baiana que integram ao grupo de associados, tem por obrigação, zelar
pela sua marca e por todos aqueles que durante anos se fidelizaram ao bloco e
que não estão de acordo com as atitudes deste produtor e da equipe de
seguranças contratada para DAR SEGURANÇA aos seus quatro mil foliões.
O bloco precisa rever seus conceitos e não agregar a
violência à marca Skol. Não podemos aceitar que Blocos como Skol seja mais um
estimulante para a violência e a intolerância na folia baiana tendo em vista
que tantos grandes Blocos trabalham com tanto primor a qualidade no que
configura a relação humana quando se coloca em questão os associados e a
organização dos Blocos.
- Vamos aguardar pra ver!
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Mensagem
dos Internautas
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- Fernando
- Salvador - BA
- O problema da Elza
- A Elza sofre de um problema crônico. Ela não consegue entender o que lê. Mas não
fique triste, você tem solução. Quanto à matéria, fica o alerta para o bloco e
para os consumidores que devem prestar bastante atenção no tipo de serviço que
estão comprando. Esse tipo de tratamento não cabe a a nenhum ser humano.
Alertem-se produtores!
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- Jonas
França - Salvador - BA
- Uma
vergonha para o carnaval baiano
- O
pior de todos os blocos, o tempo
todo problema com aqueles seguranças
brutos e incapazes de tratar
bem a quem pagou pra eles trabalharem,
péssimo, acho que os organizadores
do carnaval de salvador deveriam
exigir dos blocos a procedência
e um antecedente criminal daqueles
que são contratados para dar
segurança a quem paga caro para
sair dentro do bloco. Enquanto
ao rapaz que teve seu abadá
lascado, ele pode entrar com
um processo contra o bloco.
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- Marcos
Teixeira - São Paulo - SP
- Equivocada
- Elza,
percebo que você não conseguiu
interpretar a idéia do texto
que pelo que eu li se trata
de uma denúncia contra a violência
e que vale sim a pena, barrar
este tipo de atitude vinda principalmente
dos organizadores. Não podemos
de forma alguma deixar que a
música eletrônica seja atropelada
pela ignorância de pessoas que
sujam a filosofia desta cultura
em p´ro de ganhar dinheiro em
cima do seu conceito.
|
- Marcelo
Frias - Belo Horizonte - MG
- Decepcionante
mesmo
- Vergonhosa
a tamanha violência, sem contar
nas diversas agressões verbais
vindas dos seguranças intimidando
os associados a vestirem o abadá.
Deveriam ser mais gentis pq
quando pagamos para sair no
bloco estamos garantindo o emprego
deles e de centenas de cordeiros
que puxam as cordas. A organização
do skol perdeu o ponto e poderia
tomar uma lição com a galera
contratada e que conduziu a
segurança do Bloco Salvador
no dia de Bob Sinclair. Aquilo
sim é bloco que segue à risca
o conceito de uma filosofia
de paz e respeito quando se
introduz MÚSICA ELETRÔNICA.
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- Elza
Borges - São Paulo - SP
- Deficiência
alheia
- O que é perceptível é sua deficiência, ou falta de domínio no que tange música
eletrônica.
Você que se acha comunicólogo do assunto, deveria ter dedicado
seu miséro tempo pra ter escrito uma matéria falando sobre a atuação dos DJs
que foi belíssima por sinal. Aliás, você não tem capacidade para isso.
Ao invés de usar a informação de forma escandalosa e negativa, você que
luta e espera tanto pelo crescimento da música eletrônica em nossa cidade,
deveria veicular aqui no seu "PORTAL" que o bloco Skol é o único que
valoriza e transmite a música eletrônica na sua real essência e TUDO isso
torna benéfico para nossa cidade e nós amantes desse movimento.
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