Blog do Davi

Acorda Alice...
 
*Sou um homem comum, qualquer um...
Enganado entre a dor e o prazer...
Começar a segunda feira cheia de paradigmas á resolver, requer sacrifícios na ordem natural dos sentimentos.
Este fim de semana pude conhecer melhor o comportamento de alguns, na minha roda de amigos, só os comuns tem o privilégio de minhas palavras, outros eu prefiro estereotipar como Alice, vivendo num mundo imaginário e procurando ser chiques dando valor à marcas de cuecas, estilos de vestimentas, modismos e comportamento estranho de personalidade.
Não que as Alice do meio gay sejam desnecessárias em nossa sociedade, elas precisam existir para que possa haver um equilibro entre o útil e o fútil,  no momento de depressão as Alice me servem de palhaças porque adoro rir com as histórias de fantasias delas.
 
Todo mundo viveu seu momento de Alice um dia, em meados dos meus 20 anos eu também vivia a futilidade de comprar roupas de grandes estilistas, me endividar com cartões de créditos, e ser o que nunca fui só por uma questão de sociabilidade entre as outras centenas de Alices que viviam ao meu redor.
Mas subindo os degraus da fama individual que cada Alice sustenta dentro de si, não se percebe a altura e nem se quer pensa nas conseqüências, no caso das Alices a queda é a pior delas.
 
No processo da queda, é possível um resgate do seu caráter interior que permanecia aprisionado, mas clama em se libertar, é preciso reflexões, lições de vida, maturidade e compreensão para compreender que o País das Maravilhas não existe e, Dolce & Gabana, Loui Vouton etc, futilidades e taulz é bom de usar e ter, mas não é ético dizer nem mostrar que tem.
 
Adoro roupas caras de preferência de grifes esportivas, confesso que prefiro ficar longe daquelas que rotulam o gay á 100 metros de distância, não por preconceito, mas por questão de identificação, não preciso me identificar com o meio usando grifes, quero me identificar usando a minha personalidade,na questão material, uma calça boa que caia bem, mas nada de camisetas bordadas com lantejoulas, acho até bonitinho, mas prefiro uma básica branca.
Eu sei voar, ter as fibras tensas e continuar sendo um homem comum, deste jeito eu sempre faço a diferença.
 
Quer um conselho?
Se estiver usando TNG e algum amigo elogiar a calça, simplesmente diga; está ás ordens...
Nada de dizer; É TNG querido, foi carérrimo custou R$400,00, affff, isso é o cúmulo da ignorância.
As Alices não percebem  o quanto são ridículas em ficar falando de suas calças, cuecas e perfumes, mas quem está ao lado nota logo o grau (Nenhum) de cultura que ela tem.
 
Seja fina, mas não banque a fina, assim dizia Danuza...
 
Obs: Os trechos grifados são parte da composição "Peter Gast" de Caetano Veloso". Tudo a ver com meu post...
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