Blog do Davi

  18.06.2007- Esperando aviões
Passaram-se 7 dias que estive em São Paulo e parece que foi ontem quando cheguei e me deparei com aquela Selva de pedra tão linda de se ver e estar.
 
Sinceramente falando, a cidade de São Paulo tem um pouco de bucolismo em seus prédios suntuosos e erguidos de forma grandiosa, nas ruas em que andei tive a sensação de medo misturado à emoção, aquelas pessoas passam pra lá e pra cá, ruas cheias e uma cidade a mil por hora.
Do quarto do hotel dava pra ver a Igreja da Consolação, lindo templo que se ergue em meio a uma avenida transposta pelo minhocão, um conjunto de vias ligadas a um só caminho.
 
Descendo a república me deparo com um belo conjunto arquitetônico de prédios e casas antigas, a freqüência de modernos de atitude afirma aquele como o apicentro gay da cidade.
 
 
Um pouco de nostalgia em seus prédios antigos mais bem conservados e ônibus interligados a cabos elétricos dão um certo charme londrino alias, São Paulo tem um pouco de muitas cidades e o cheiro de muitos paises, uma policultura exagerada de quem chega e não quer mais ir embora.
 
No percorrer da caminhada sob um sol frio e gostoso de sentir sobre a pele, chego no Arouche, lugar tão falado nos programas de Tv.
Passei no Shopping Frei Caneca, não resisti às camisetas básicas da Heringue, comprei duas, já são 31, só de cor branca são sete. ao sair do shopping uma kitanda de frutas bem arrumada e com bacaxi, melância, melão, tudo cortada para deguste me deu água na boca. Eu Tiago e a miga dele caimos nas frutas.
 
No último dia de permanência na cidade pude sentir mais próxima uma São Paulo que não se esconde por traz das terríveis manchetes dos jornais ou do sensacionalismo barato das Tv’s abertas que buscam audiência a qualquer preço. Ela se mostra pacifica em muitas questões e relativa á muitos problemas que não são diferentes das demais metrópoles brasileiras.
 
Vi a questão social, desabrigados, pivetes e mendigos, mas nada que viesse a ser motivo de um destaque na página policial.
 
Tudo em São Paulo é mágico e nos prende até o último, ahhhh o Copan do arquiteto Oscar Niemeyer, considerado um marco da arquitetura moderna, fotos+fotos+fotos...
 
 
No aeroporto ainda se ouvia comentários da Parada Gay e enquanto observava a tabela de vôos e aquele conjunto de números, horas rodando a cada segundo, passa na minha frente um casal de rapazes de mãos dadas com uma mochila exibindo uma bandeira de arco-íris, peço para fazer uma foto deles dois e eles se mostram simpáticos e respondem “Pode sim”
E chega o momento de entrar no avião e vê-la de lá de cima toda iluminada sob um céu de nuvens cinzas, numa cidade colorida e acolhedora.
 
Seria ótimo que as pessoas pudessem ver através dos meus olhos a doce São Paulo que não esquecerei e que me deixou marcas profundas de alegria e prazer, sentimentos que me fizeram chorar de uma saudade de quem não desejaria mais te deixar, mas que seja breve a minha volta... e meu nego que me espere!
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