- 21.09.2009
Tempos atrás, devido à minha falta de paciência em tentar
explicar tudo aquilo que divergia das opiniões de outro, acabei criando uma
certa intolerância a muitas coisas. Mas fui melhorando nestes
longos 12 anos de envolvimento com a cultura da noite baiana.
Hoje, amadurecido, aprendi a contar até 10, até mesmo por que não há pra
que ficar explicando o óbvio e que só quem não enxerga são os tolos.
Nesta ânsia de imediatismo, nasceu um bocado de coisa e
morreu num curto período de tempo, e eu observando.
É bem aquela velha frase que só os grandes se estabelecem e
aqui vão sete anos de histórias, contornos, alegrias e vitórias. Mesmo assim, procuro
renovar sempre e estou procurando me manter distante de tudo aquilo que nasce sem noção de
valorização e que vive dentro de suas próprias conchas, falando pra si,
escutando a si próprio e sonhando sozinhos. Uma pena, Salvador tem tanto a
crescer e ainda tem gente que vive no ostracismo, estabelecendo contatos
imediatos de grau nenhum.
Faz bem uns sete anos que minha opinião
já se mostrava relutante a aceitar as restrições dos núcleos de
música eletrônica que naquela época dominavam o mercado de música eletrônica em
Salvador.
Pragatecno era o de maior referência e perdurava seu casting
estelar de DJs mitificados na cidade e tidos como os melhores. De fato eram os
melhores e são ainda, embora permaneçam distantes da massificação da mídia e
da banalização da cena que hoje é tão peculiar em
certos aspectos.
Justamente esta doutrina manifestou uma divisão de
filosofias e pensamentos que, no decorrer de crescimento do FD, foi alargando e
tornando nosso portal de comunicação tão longe daqueles que reconheço que foram
a raiz da música eletrônica em conjunto com o Soononmoon, a base e contexto
da música eletrônica baiana.
Daí, a razão ficaria apenas perdida no meio de ideais
divergentes. Eu já admirava a música eletrônica e fui absorvendo todo o
movimento, entretanto incompreendia os limites do Pragatecno e seus DJs. Imagina, eu incompreendi suas filosofias porquê já tinha a base
formada de minhas opiniões, sempre direcionadas às atitudes de alguns deles e não pela
sua grandiosidade de pesquisas e aprofundamentos na cena eletrônica. Em partes,
sempre fui admirador, digo, em partes!
E a história vai correndo e ganhando nuances. DJs que ainda
defendem e se mantiveram no núcleo conservam a boa índole e a qualidade profissional
sempre exercida por eles.
E como tudo cresce e amadurece, minhas
opiniões mudaram de acordo com a
evolução das coisas. Vejo que hoje, no passar de tantos anos e com uma grande
massificação do profissional identificado DJ, muitos banalizaram a cena. Alguns
começaram promoters e viraram DJs de um CD só, outros foram em busca de
pesquisas e ganharam destaque na cena, e alguns antigos da cena mainstream se
acomodaram e se corromperam por causa das ofertas de festas tão baratas quanto
seus produtores sem nada na cabeça e sem pé no chão.
Mas os DJs do Pragatecno se mantiveram essenciais, vivos,
adotando o afastamento de toda essa massificação de mídia, o que não se tornou
impossível constatar a mudança de cada
um deles através das oportunidades que temos em ouvir um set tão lindo quanto o
de Mauro Telefunk e que me foi apresentado por um aluno de academia que vibrava
tanto com o set do cara que acabou me parando e dizendo; Davi, você tem que
ouvir isso. E me mostrou um set lindo, perfeito, transcendente e diferente do
seu estilo. O que coube a mim dizer? FANTÁSTICO.
Atualmente
é o set que estou escutando no meu Ipod, se chama
Building Peaks e traz electro house, pegada de tribe
e ótimos vocais. Muito, mas muito bom e quero
compartilhar com vocês.
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no link e baixe o arquivo)
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Saiba
mais sobre o DJ Mauro Telefunksoul
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