Blog do Davi

Tolerância 0
Eu não sou da sua rua,
Não sou o seu vizinho.
Eu moro muito longe, sozinho.
Estou aqui de passagem.

Eu não sou da sua rua,
Eu não falo a sua língua,
Minha vida é diferente da sua.
Estou aqui de passagem.
Esse mundo não é seu, esse mundo não é meu.
 
Quando o Branco Melo escreveu esta canção interpretada pela Marisa Monte, provavelmente ele deveria estar refletindo sobre as vastas diferenças que o ser humano exerce em suas culturas individuais, observando que o autor deixa claro que o mundo está repleto de diferenças e que cabe  a cada ser humano respeitar as mesmas e olhar o próximo de forma compreensiva e tolerável mas...

Estamos vivendo numa sociedade que tende a fomentar os nossos problemas pessoais, acirrando a nossa impaciência e intolerância com o ser humano. È nesta mesma sociedade moderna que os valores éticos vêm perdendo espaço. As pessoas não se respeitam mais e desconhecem sentimentos primordiais como a solidariedade e a dignidade.Se dependermos destas pessoas para elevarmos a nossa auto-estima então, aí é que estaremos mesmo perdidos.

Fingir que se faz um comentário “sem querer” a respeito de alguém, já virou moda entre os chamados “politicamente corretos”. Eles se limitam ao mundo quadrado, observando apenas o que se move nos seus quatro cantos.

Ainda me choco com tão pequenas atitudes. Escuto todo dia na academia, “conversinhas” e “fofoquinhas” que atiçam a minha intolerância e provocam um imenso desprezo. Temas fúteis como marca de tênis, cor de roupa , lycra barata que aparece a calcinha da outra e o tamanho do short daquele cara. “Hum acho que ele é viado”, costumam dizer.

Viver em meio a um arsenal de culturas individuais e ver sua cultura sendo engolida pela ignorância alheia é tão complicado quanto acreditar que dois e dois são cinco.

Comentar sobre um carinha ( tipo fofoqueiro) que enquanto o gogo boy dançava no queijo da Boate, ele  falava para o amigo ao lado: “Esse gogo  boy dá que é uma beleza!” E ver que aquilo é uma difamação, mentira,  até mesmo pra quem conhece o rapaz e sabe de suas virtudes e suas opções sexuais. Mas, fazer o que se este círculo está repleto de gays ignorantes que em vez de buscarem o prazer na cama, se deliciam falando mal dos outros ou contando detalhe por detalhe de sua última noite de transa.

Acho que eu e mais algumas dúzias de homens, estamos precisando procurar nosso disco voador e voltar para nosso planeta porque este aqui está submergido com uma parcela intencionalmente maldosa e que sobrevive às custas do poder negativo das coisas.

O meu amigo André estava coberto de razão quando me perguntou se eu tinha uma bomba para ele jogar naquele club e explodir com todo mundo dentro. Afinal,  não é todo dia que acordamos com sangue de barata para tolerar tantos absurdos e tantas “pintosas”  falsas dando uma de fina sem puder.
 
Cada vez mais, a velocidade do fluxo de novidades cresce mais e mais. Isso significa que a mudança que está aí na esquina será MUUUUUUITO GRANDE...

E para quem continua no obscurantismo, só faço uma alerta, Cuidado!

Enviar/ Ver comentário
(As mensagens são lidas e liberadas após autorização do autor deste blog)
 Postagens anteriores

Envie esta página para alguém

 


Anúncie | Fale conosco | Seja Parceiro | Política de Privacidade | Quem somos
 
Farofa Digital 2002© Todos os direitos reservados