Salvador
- 24.01.2008
- O dia em que
deixei de acreditar em Deus.
- Agora é apenas
deus, conceito abstrato que indica um tipo de superioridade que nunca percebi,
nem acreditei verdadeiramente, provavelmente causa dessa incompreensão e não uma
falta de meditação.
Recusei-me a acreditar nele.
- Tudo corria mal, não a todos, mas a muitos.
Ninguém sabia tudo, todos queriam sempre mais. Não podia ser ele a tomar todas
as decisões. As coisas aconteciam apenas naturalmente, aleatoriamente, meras
coincidências sem significado.
- A vida resume-se apenas ao espaço de tempo
delimitado pela nossa idade, algo tão concreto e demasiado abstrato, ja que os
anos não tem a mesma duração para tudos.
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- Deixei de
acreditar no dia em que percebi precisar das pessoas que me ignoravam, no dia
em que o amor não sorriu, no dia em que reparei nas notícias, no dia em que me
matei a estudar. No dia em que me faltou a coragem para revelar a minha única
certeza. Deixei de acreditar, tantos dias, tantas vezes, em tantas
circunstâncias, até por momentos (talvez) sem importância.
-
- Me
esqueci de
todas as preces, ignorei todas as religiões. Preferi pensar que o futuro
dependia apenas do meu esforço. Outra razão para não acreditar. O que eu queria
nem sempre acontecia, mas vivia feliz. (Julgavam.) A querer sempre mais.
Ambição ou realização pessoal?
-
- A vida quer
ensinar-me a banir a crença, no divino, no sobrenatural, nas pessoas, no
futuro.
- Sou eu que faço a
minha vida. Talvez por isso eu começo e me encontrar e sentir um otimismo
constante assegurando que minha fé em mim me faz vitorioso em todas as
situações que desejo conquistar.
-
- Hoje eu não tenho
mais vazios dentro de mim.
-
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