Salvador é o melhor destino.

@Por Davi Santos

 02 de Março de 2011

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Bloco Crocodilo em 2007; Quando a mídia nacional despertou para a força do Carnaval Gay baiano (Foto: Divulgação)

A capital baiana está preparada para receber mais de dois Milhões de pessoas em seu Carnaval e este ano deve superar o número de Gays visitantes, tudo por causa de um grande motivo, o aumento de opções em diversão direcionada para este público.

Ao contrário do que alguns sites falam, a capital, desde 2006 vem tendo um número destacável de turistas Gays, embora o impulso da mídia de fora só tivera acontecido em 2007 influenciada pelo Bloco Crocodilo que se assumiu  abertamente Gay na capital baiana e que é comandado pela rainha Daniela Mercury.

De lá pra cá muitas opções de blocos friendly  foram surgindo, resultado é o Bloco Skol que, para atrair este público lançou, há seis anos, um dia de desfile no circuito Barra-Ondina exclusivamente voltado para a música eletrônica, estilo musical que tem o GLS como o principal consumidor.

Em se tratando de axé music, perdemos a conta do tempo em que o Cheiro de Amor, até mesmo antes do Crocodilo se tornar uma superpotência dentro deste segmento, já era concorrido entre os GLS locais e hoje, contando com Corujas de Ivete Sangalo, Mascarados, Papa Légua de Claúdia Leite e Trimix de Netinho, os mais frequentados e preferidos pela turma alternativa, somam-se seis.

Os blocos Yés, Skol, Salvador pra ficar e agora o Liberty, são os blocos de música eletrônica que mais conseguem envolver uma grande diversidade de tribos,

Mídias de fora segmentadas para Gays erram em afirmar que o Liberty é um bloco 100% gay só porque as atrações se identificam com este público. É uma inverdade descarada! Se fosse assim, os blocos de música eletrônica que vieram antes do Liberty não teriam um grande fluxo de pessoas de diversas orientações sexuais cujo número de Gays é significante mas que, dentro do mesmo Bloco, todos brincam ao som do trio elétrico na mais perfeita harmonia..

Para uma mídia afirmar que determinado bloco é 100% Gay, é preciso colocar na balança todos os blocos citados acima e elaborar uma matemática que realmente possa comprovar que existiria algum que em sua totalidade, só trouxesse Gays.

Não que eu seja contra um bloco 100% Gay, mas dai rotular os blocos baianos seria tendenciar algo ou vender um peixe errado de um produto para tentar fortalecer outro, isso eu não faço.

Independente dos erros desta galera que nada sabe sobre nossa cena e nem procura pesquisar, bom mesmo é afirmar que a capital baiana ganhou a preferência Gay há muitos anos atrás, ou melhor dizendo, há quase nove anos e só quem não sabe disso é quem nunca teve o privilégio de vir ao carnaval baiano e curtir um sol no Porto da Barra durante os dias de folia e nem tampouco percorreu os circuitos que nos dá a dimensão de quanto o nosso carnaval é preferido por esta galera.

A fama que nossa cena consolidou neste ano serviu sim de impulso para que estes sites saíssem de suas limitações e deixassem de ser bairristas para perceberem que o Carnaval Gay não se limita mais a Rio e Florianópolis, destinos Gays que sempre foram uma referência mas que dividem com Salvador e de igual para igual, a fatia do bolo.

Essa galera desinformada ia ter a dimensão de nossa força e teriam a certeza do porque que a maioria dos baianos ultimamente, se dão o luxo de curtirem tudo e todos sem a precisão de sair de nossa mágica terrinha.


Comentários

Márcio Santana - Salvador - BA
Uma coisa é o Bloco ser Gay e receber hetéros simpatizantes e tudo mais e outra coisa é o bloco se DIZER 100% gay e ficar dando a entender que outras tribos não são bem vindas ou até mesmo barrar a galera hetéro que curte música eletrônica mas fica com receio de aparecer num bloco que escancara ser genuinamente Gay.

 

 

 
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