O DJ buzinado.

@Por Davi Santos

 15 de Novembro de 2010

Bookmark and Share  

 

 


O mundo da colaboração, conteúdo gerado pelo consumidor, interatividade, oloque-o-seu-termo-batido-aqui nem sempre é belo. Afinal, é mais fácil criticar na internet do que fora dela. Basta uma insatisfação em comum e alguém que incentive esse “desabafo”.
 
Uma ferramenta muito utilizada para este tipo de circo armado por frustrados e esquecidos na internet é o Facebook. É uma maneira de recolher tudo o que está sendo escrito (blogs, twitter, sites de grande audiência), fotografado (flickr) e filmado (youtube) em um só lugar. Sem filtros, sem moderação, naquele estilo “deixa que digam, que pensem, que falem”.

E tudo sempre foi bem. Os comentários negativos eram mais a respeito de algo que ocorria lá e não sobre a marca/ação em questão. Talvez porque não tivessem motivos suficientes para crucificar a algo ou alguém em relevo.

O último acontecimento no Facebook foi a respeito de uma nota apresentada no meu Blog e que falava sobre a atuação do DJ Renato Ratier no Festival Hell & Heaven. Foi daí que surgiu um motivo para que um profissional da música eletrônica daqui da capital baiana resolvesse se expressar de forma absurda e totalmente descabida. A nota foi o estopim para incentivar dezenas de outras pessoas a mandarem suas
críticas. Falaram mal da matéria, e por aí vai. Muitos movidos por um motivo. Outros movidos pelo desejo de querer aparecer ou entrar na “brincadeira”.

Todo mundo tem o direito de discordar com a opinião de um colunista, afinal, vivemos numa democracia e a internet é feita para que, neste caso, a divergência de opiniões crie uma plataforma de debates que favoreça aquele segmento que é discutido, mas, tratando-se de DJs baianos, não generalizando a todos, o esquecimento e por alguns estarem fora da mídia, instiga a ira que na maioria das vezes se veste de ignorância deixando a condução inteligente de se comunicar pro escanteio.

Eu não sou DJ nem especialista em música eletrônica, mas a proximidade que eu tenho na linguagem deste segmento me faz discernir sobre tal sem a precisão de sofrer censuras porque eu não estudo pra ser DJ, convém ressaltar, não é essa minha profissão.

Acredito que, quem tem sempre de estar em sintonia com a cultura da música eletrônica deve ser o DJ; este sim tem um papel importante nesta cultura e tem a responsabilidade de discutir situações, opinar e levantar criticas inteligentes respeitando a ética de sua profissão. Poucos aqui em Salvador se utilizam de ética de DJ e fomentam as redes sociais para formarem perigosas panelinhas com a finalidade de denegrir a imagem dos DJs que estão em evidência ou fazer comentários maldosos das matérias das mídias de
grande alcance. Estas fecharam as portas para esses profissionais, justamente com o intuito de barrar este tipo de picuinha e falta-do-que-fazer daqueles que nem sequer pesquisam sobre sua profissão porque tem preguiça de ler e preferem ficar horas e horas no computador baixando tracks e se escondem por detrás de DJs anônimos contratados para fazerem remixes poderosos para que este DJ possa se aparecer como sendo o dono de um produto que ele se quer tem domínio, o de produzir.

São coisas da Bahia; pitorescas sim e motivo de gargalhada para quem não consegue sequer tocar numa festa e se resumiu a um clubinho quebrado e a festas de produtoras decadentes e com currículo sujo em Salvador. Foi o que sobrou para eles. Afinal é tudo farinha do mesmo saco e nenhum presta.

Eles não acordam pra realidade e não querem acreditar que a nova geração de DJs mudaram o contexto de música eletrônica na Bahia. Hoje o sangue novo de Mathz, Ethan Shake e Cigarra e danka afirma o que o público espera de um bom DJ de conceitual, o profissionalismo de Ariel Freitas confirma a qualidade que nosso público busca e a diversidade de DJs como Anne Louise, Arthur Berenguer, Diego Baez, Edu Vilaça dentre outros que vou listar em uma próxima matéria, reacende o desejo de renovação que vem sendo reciclada a todo instante.

E onde ficam aqueles que um dia foram chamados de mestres?

Eles foram massacradamente esquecidos, um resultado que eles mesmos plantaram porque não conseguem acrescentar em nada na cena, apenas a discórdia e a intolerância a tudo aquilo que é sucesso, o chamado despejo de suas frustrações em cima daqueles que mostraram o verdadeiro sentido de ser DJ e não se misturaram a estas panelinhas.

Pouco me importa a opinião desta turminha. Pelo contrário, eu continuo incomodando “SEMPRE” e o fato deles não poderem estar entre os tops e não conseguirem entrar numa mídia tão exigente como o Farofa Digital é que me leva a compreender que tudo isso que eles fazem é apenas para 10 ou 15 enquanto a minha matéria nesse momento é vista por mais de 5 mil internautas.

Em se tratando a distinção entre o Electro e o minimal, como foi questionado em relação a minha nota sobre o som de Renato Ratier, infelizmente eles não leem, não conseguem encaixar teoria e prática ignorando que estas devem andar sempre juntas.

O electrohouse e o minimal podem ser segmentos distintos sim, mas, de alguma forma, eles se combinam.
E não foi eu quem disse, está na própria internet, textos assinados por pessoas que entendem do assunto. Ou será tão difícil assim para DJ Santz fazer uma busca no Google e procurar  ler pacientemente e, respeitando as virgulas, tentar, pelo menos, levantar uma critica inteligente e digna de um DJ que já esteve em posição de destaque na capital baiana? Parece que, com estas atitudes, ele me culpa por não poder participar de grandes festas e ficar restrito a festas estilo privê onde cujo cachê pode ser pago até com uma garrafa Absolut. Estou errado?

Mesmo assim, agradeço pela sua audiência e a de seus poucos seguidores que alimentaram sua falta de informação apenas para não deixar você sem um pouco de auto-estima.


Comentários
DJ Marks - Aracaju - SE
Joelma querida, eu te pergunto; e qual é o profissionalismo que Santz tem? se eu falto com profissionalismo pelo menos nenhum colunista me chamou atenção de forma tão alarmante colocando em questão até sobre a ética do Santz que pelo que eu sei não é mesmo boa. Então, se for pra falar em falta de profissionalismo sugiro que vc insira em primeiro nome o dj santz que aqui em aracaju também não é bem visto.
Joelma - Salvador - BA
DJ Marks, você com um DJ demonstra sua falta de profissionalismo e ética ao falar mal de um colega de trabalho. Não sei se você sabe mas Santz é um dos DJs de Salvador que menos depende dos eventos realizados por aqui, pois é um dos que mais tocam em festas renomadas fora daqui. As festas em que o mesmo realiza, se você também não sabe, fomentam e enriquecem ainda mais a cena eletrônica voltada para o conceitual dessa cidade. DJs como Da Cat, Felippe Senne já passaram por lá. E para mais falta de informação para sua pessoa, o som de Santz não é um som essencialmente gay, e eu to tentando lembrar qual foi o dia que ele conseguiu esvaziar a pista. Logicamente você também não saberá informar qual foi. Acredito você não tenha conhecimento de nada disso, além de não ter profissionalismo, é mal informado. Coitada da cena de Aracaju em tê-lo com representante hein? ¬¬ Obrigada
DJ Marks - Aracaju - SE
Eles estão desesperados, falidos e a melhor forma de curar as frustrações deles é falar dos outros. Detesto o Santz, toca som de esvaziar pista e queria entender pq ele é tão bossal se o trabalho dele não é de qualidade em salvador, se fosse ele tocava em grandes festas;
Diogo - Salvador - BA
Santz um otimo dj??Me fala quando foi que vc viu ele trocando de musica sem que não descolasse??Ultimamente vi alguns comentarios dele no facebook,sempre escaldando djs,daqui e de fora!!Não toca em festa nenhuma,a não ser nas suas proprias festas e no "club" onde é o residente!!Muito boa a materia,espero que sirva de lição para ele,para que pare de falar mal dos outros djs,e va cuidar da sua reputação que não anda nada boa!!
marcos - Salvador - BA
Odj Oliver jack é o dj + falso e fofoqueiro de salvador e ele de inveja dos outros ñ suporto ele e muita gente fala mal dele
Eduardo Teixeira - São Paulo - SP
To passado.  O próprio dj santz já apresentou sets aqui no Farofa  e com esta descrição abaixo:
Tekz by Set - DJ Santz (http://www.farofadigital.com.br/djset_minimal.htm)
O Top Dj baiano, conhecido mestre do techno aposta na vertente dominante da atualidade, o electro minímal. Deixe fluir seus sentidos e entre em transe.
E depois vem dizer que a nota de Ratier está errada? O cara tem sim influências minimalistas e como ele não segue um set restrito a um só segmento ele mantém esta influência e passeia sim em várias vertentes do house. Agora é vergonhoso ver que um dj baiano fala merda e que tem gente que ainda apoia, eu vi a panela no face e fiquei estarrecido, acho que todo profissional deve respeitar os outros mesmo que haja um erro de na informação, é preciso discutir com inteligência entretanto, parece mesmo que o DJ não sabe nada de música eletrônica.
Felipe - Salvador - BA
E quem é que não sabe que o Santz é altamente maldoso e que acha que a cena deveria funcionar com o que ele acredita que é bom? Se fosse tão bom outros djs não teriam tomado seu lugar.
Adam Lobo - Salvador - BA
É um fake disfarçado de DJ, o cara não sabe nada de música eletrônica só sabe remixar bem e as produções que ele diz que faz sei lá!
Jamerson - Salvador - BA
O Santz é um ótimo dj, isso não podemos negar, o problema dele é a lingua e as picuinhas que ele se envolve assim como o Oliver Jack. Os dois envelheceram e não sairam do corriqueiro cotidiano de fofocas e são quem decresce a música eletrônica local pq eles vivem disso, de falar mal dos outros.

 

 

 
 Publicidade

 

 

Farofa Digital 2002© Todos os direitos reservados
Este portal foi configurado para visualização em Internet Explorer