- 24.10.2009
Ser ícone, é ter uma representatividade destacada em um
espaço que lhe cerca. Poucas linhas nesse portal, já foram escritas a respeito
do DJ André Ycing, residente há 10 anos da Boate Off club. Mas hoje é um dia
especial, e seria impossível não destacar a importância deste DJ no universo
GLS baiano.
Seu crescimento foi acompanhado por mim, também fruto do
club e que durante quatro anos elencou o casting de dançarinos do club e
que me orgulho muito, deixando o mesmo para me dedicar a minha profissão na área de educação
física e na construção do Portal Farofa Digital, hoje, o único no segmento Alternativo
do Norte Nordeste com tráfego de acesso inquestionável no medidor de audiência
Alexa.
André, assim como o FD, foi acompanhando os passos lentos da
cena gay baiana até se tornarem rápidos de acordo com a visibilidade que lhe
foi dada, para que nossa história ganhasse um referencial no Brasil, e conseguimos!
Hoje, nos orgulhamos de ver um bocado de sites absorvendo conteúdos do Portal
Farofa Digital e tentando se estabelecerem. Sinal de que ícones não se criam,
se constrói a duros custos e com longa duração de tempo.
Em muitas de nossas conversas, eu e André, lembrávamos dos
tantos upgrades que a Off deu. Ele sabe de cada detalhe e de cada pedaço que
constitui o club de dona Márcia, mas nunca ganhou o reconhecimento necessário
da mídia, pelo fato de ser residente de uma boate, enquanto nós valorizamos
diversos residentes dos clubs do sul, sudeste e centro-oeste do Brasil. As
nossas pratas da casa nunca são merecidamente reconhecidas, e mesmo que pouco,
temos certa culpa nisso, porque já criamos tantas cobras pra nos morder e esquecemos
aqueles que verdadeiramente nos valoriza. André é um deles.
Há alguns dias atrás, ele teria me pedido desculpas por uma
expressão desnecessária que citava o FD. Em suas desculpas ele afirmou que “nós
incomodamos”, infelizmente não posso fazer nada, este é o preço que o FD paga
por ser líder e mais do que isso, saber do nosso gigantismo através de uma figura
lendária da música eletrônica como André Ycing é ignorar coisinhas
insignificantes, vindas de quem nem se quer criou histórias dentro de Salvador,
quem dirá no Brasil.
“Eu nunca viajei pra outros estados, não freqüentei clubs
famosos de outras capitais do Brasil, mas sei de tudo que acontece lá fora
porque até um certo tempo não procurava informações, mas hoje leio e pesquiso
tanto que o tempo que levei sem fazer esse dever de casa se tornou pouco para o
muito que sei”. Comentou André em uma de nossas conversas.
Eu acrescentei; Ás vezes não é preciso viajar tanto, apenas
ficar com o plug sempre ligado!
Por falar em pesquisa, basta acompanhar as entradas do DJ
nas noites da Off, que rapidamente você irá
perceber o quanto sua dedicação valeu a pena, e como nós, apreciadores de uma
boa música, ficamos felizes em ver seu giro de 180º mostrar sua evolução em
segundos e milésimos.
Eu não costumo e nem faço a linha "baba-ovo" de ninguém, digo
o que tem de ser dito, mesmo que seja doloroso pra alguns, os errados. Devido a
esta minha imparcialidade e verdade, construiram uma certa imagem de homem
temido da minha pessoa, sei não...
Ontem estava conversando com o Jansey, famoso assessor de
comunicação na Bahia, que sou um cara super tranqüilo, na minha. Diante de
tanto tempo respirando música eletrônica e vivenciando o universo alternativo,
reconheço que nestes anos todos, senti a necessidade de falar de André Ycing,
mas esperei o dia certo para manifestar a minha admiração pelo DJ e a minha eterna
gratidão pelo seu coleguismo durante tanto tempo de convivência.
Já armamos o maior quiprocó, mas sempre nos entendemos, e à
respeito deste blog especial, peço mais atenção do público GLS ao trabalho de
André Ycing. Ele não começou ontem, ele não toca com um CD só, como os que
surgem por ai, apadrinhados até por gente que entende de música eletrônica mas
que para mim e para outros grandes formadores de opinião, apadrinhamento não
vale de nada na hora de comandar uma pick’up. Taí o Jesus Luz, uma grande
decepção, e ainda teve gente aqui em Salvador que disse que ele foi fantástico.
Quem afirmou isso acabou assinando o seu teste de repetência na carreira de
DJ ou colunista
de alguma coisa. É um
povinho que
vive de uma
fama ilusória e curtindo os loiros sem
ter merda no (*) pra cagar. Como diz o Zé, é uma bufa fria!.
André tem uma bagagem de 10 anos, vamos respeitar e aplaudir,
porque seu trabalho mudou muito e pra melhor. Assim como eu, ele tem Cancha!
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