-
|
Blog
do Davi
- Me
excluindo desse meio
|
- Setembro
2008
-
Meus amigos, colegas e conhecidos,
quero confessar que não nasci para fazer parte de turma. Paralelo a esta conclusão percebo
que muitos gays são inseguros, precisam de uma turma ao seu lado para se sentir protegido
de seus traumas particulares e de seus medos explícitos.
-
- Eu venho observando o comportamento de
alguns ex-amigos que formaram grupos através de outros ex-amigos. Hoje
considero ex, porque cheguei a uma conclusão que neste processo de me incluir
ou me excluir neste contexto tão anti-social, pobre e fútil, prefiro andar sozinho
para não me expor ao ridículo de ser apontado como pertencente a certas gangues...
rsrsrs.
- Decretada
a minha exclusão deste meio,
observei de longe e comecei a analisar a turma que até então eu fazia parte
antes de não enxergar o meu censo de ridículo.
-
- É bizarro. Eles falam mal dos outros,
das roupas dos outros e se comportam como se fossem superiores a tudo. Chega a
ser tão explícito que quem tá de fora comenta sobre a tal turma que “Não tem
merda no ( * ) pra cagar”.
-
- Com a total necessidade de dar
satisfação aos outros membros da gangue eles se acham auto-suficientes para
expor suas situações amorosas, sua quantidade de dinheiro guardado em bancos e
adoram abrir a carteira e exibir cartões de crédito. Na moral desta história,
quem tem, tenta ser discreto o máximo possível, mas, na condição de falar mal
do próximo e dizer que aquele é assim e assado, transferindo seus defeitos para
quem eles sequer conhecem ou pensam conhecer.
-
- Pra resumir este papo eu dedico este
texto a alguns caras ridículos que durante muitos anos pensei serem meus amigos.
Conclui nesta primeira jornada reflexiva que jamais eles teriam o luxo de me ter na roda de amizades
deles afinal, homem de verdade anda com amigos e não de turminha.
-
- A amizade é mais perigosa que o ódio
dos fracos.
- Marquês de
Vauvenargues, 1715-1747, moralista e ensaísta francês, Réflexions et maximes
|
Mensagens
dos Internautas -
As mensagens só são liberadas após autorização
do autor da matéria
|
- Belford
- Salvador -BA
- Lembro-me quando eu "abri" a porta do armáriono início dos anos 80...um grande
amigo,já de 39 anos(tenho 46), um dia foi dormir em casa...abriu-se para mim,
mas estava na vida há algum tempo. Por meio dele, conheci várias turmas e nelas
inseri-me de forma compulsória. Apesar da deliciosa descoberta e perceber que
não era o único, as turmas sempre me deprimiram, sempre me expuseram a situações
que,por mais que fizesse força, sempre me causaram constrangimentos. Roupas,
viagens, shows de traveca, carros, restaurantes...
Adoro um macho, com
atitudes de macho, com o comportamento de macho, sem forçar a barra. Os mágicos
e nervosos anos 80, serviram pra me mostrar toda a delicia do sexo entre dois
(ou mais!) homens. Mas também serviram pra me mostrar que minha identidade com o
mundo gay "festivo" é nula. Não consigo entender a futilidade e o pseudo e
equivocado sentido de "finesse" que cercam muitos integrantes destas
"turminhas".
|
- Bruno
- Salvador - BA
- Concordo e muito com as palavras do Davi, mas como nao sou levado aos extremos e
acredito que tudo deve ser balanceado e equilibrado, fica aqui meu pensamento,
um bolo nao se faz só de fermento, sao necessarios os ovos, açucar, manteiga e
tudo na sua devida dosagem. Turmas existem e acho uma forma saudavel de se achar
e se mostrar nesse mundo doido. Em qualquer gangue com certeza existem pessoas
do bem mas que estao ali por afinidade, para se proteger dos medos como o
proprio davi fala, ou por qualquer outro motivo, o que precisamos é saber
identificar quem vale a pena, mas em alguns momentos da nossa vida estamos tao
fragéis, machucados, carentes ou felizes demais que nao precebemos qual o real
sentido da coisa. Já convivi com diversas gangues, descamisados, intelectuais,
falsos intelectuais, casados, solteiros, perdidos, fúteis e a unica conclusao
que chego, é que quero um pouco de cada em minha vida. Um pouco do louco
drogado, um pouco do solteiro pegador, um pouco do casado para um jantarzinho a
noite e espero que somando-se esses poucos eu tenha uma grande felicidade, e
pelo menos até esse ponto minha receita esta funcionando. Be Happy!!!
|
- Elder
Gondim - Salvador - BA
- Este texto me fez refletir sobre muita coisa realmente. E confesso que a partir
disto, meu conceito sobre Davi Santos só veio a elevar-se.
Parabéns.
|
- Simone
Ferraz - Santos - São Paulo
- Particularmente
eu considero turmas a pior coisa
mas infelizmente os gays andam em
bandos talvez para se auto afirmarem
em alguma coisa. Os mais inteligentes
não se envokvem nestas ditas gangues
porquê sua visão é totalmente diferente
de tudo isso, existe conteúdo. Para
estas turmas o que importa é a futilidade
dos fins de semana onde todos viram
poderosos e durante a semana contam
os tostões para sobreviverem no
dia a dia
|
- Lucas
- Salvador - BA
- Aqui em Salvador ta cheio dessas turminhas tiradas a "glam"! Muitos vivem mesmo
de aparencia, nao tendo nem onde morar direito, dizendo morar na graça, mas
dividindo ap com mais 7!!
Amigos de verdade, acredito eu, são aqueles que
mais discordam da gente, pois os que sempre dizem sim nada mais são que
interesseiros!
|
- Iomar
Cardoso - Salvador - BA
- Você
fez a coisa certa, se excluir de
grupo. Pessoas inteligentes e formadoras
de opinião discutem assuntos inteligentes
e não alimenta picuinhas sem noção
priorizadas por estes grupos futeis.
|
- Felipe
Dutra - Salvador - BA
- Eles
acham que CAUSAM né, mas na verdade
é vergonhoso.
|
|
|
Comente
a matéria - Os
e-mails não serão divulgados, para segurança dos nossos
Internautas.
|
|
|
- Envie
esta página para alguém
-
|
|
|