O novo sexo da vaidade- Homens Cosmopolitas
@Por Redação
22.09.2009

 

Em tempos modernos, os homens se tornam mais cosmopolitas e passam a encarar de forma diferente o cuidado com o corpo, a pele e os cabelos. Tanto como forma de se destacarem profissionalmente, como para garantirem uma aparência mais saudável, eles dividem com as mulheres espaços que antes eram freqüentados exclusivamente por elas.

 

Cada vez mais o "macho latino" é deixado de lado, dando lugar ao homem menos preconceituoso e menos arredio em relação à vaidade. Assim como as mulheres, eles aceitam cada vez menos que as "marcas do tempo" são sinais de maturidade, e saem em busca da juventude física e mental. Numa verdadeira corrida contra o tempo, se rendem às cirurgias plásticas e estéticas.

 

No trabalho   

Uma das principais causas de os homens estarem se preocupando mais com o visual está relacionada ao sucesso profissional. Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a boa aparência é fator imprescindível, o que motiva a vaidade masculina.

 

Os homens de 40 a 60 anos são os que mais relacionam a vaidade masculina ao sucesso profissional. Isso porque, por exigência do trabalho, os executivos precisam ter uma aparência jovem e bem cuidada. Além disso, alguns profissionais acreditam que ao vender a sua imagem estão também vendendo a imagem da empresa.

 

Uma pesquisa realizada recentemente pela americana Marian Salzman confirma que os homens que mantêm maiores cuidados com a aparência se destacam profissionalmente. A pesquisadora acredita que num futuro próximo mais homens assumirão a postura de que se cuidar é saudável, atrai as mulheres e ajuda muito no sucesso profissional.

 

A boa aparência se traduz em autoconfiança, o que traz melhor produtividade. “Os cuidados que se tem consigo mesmo tendem a fazer com que as pessoas tenham uma imagem positiva de você”, acredita o analista financeiro Nauê Tamashiro, 24 anos.

 

Novo segmento

Os números comprovam essa tendência. O público masculino já representa 30% dos clientes nas clínicas de estética. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), um em cada cinqüenta brasileiros usa algum tipo de produto para retardar o envelhecimento. Há cinco anos, a proporção era de um para quinhentos. Os dados ainda mostram mais: o Brasil ocupa a sexta posição na comercialização de cosméticos masculinos.

 

Mas não só as clínicas de estética ganharam o novo público. Shoppings – onde os homens já respondem por 40% do faturamento no departamento de vestuário –, salões de beleza e academias fazem parte dos estabelecimentos freqüentados por eles. Para Nauê Tamashiro, o mercado está mais preocupado com o público masculino. “Esse segmento só tende a crescer, à medida que a sociedade se livra de conceitos conservadores”, opina.

 

Só que, ao contrário das mulheres, eles querem espaço e atendimento personalizado. A médica Maria Cristina Belotti, uma das especialistas da Corpori Estética Médica confirma essa exigência: “Eles querem um espaço exclusivo, a fim de circularem mais à vontade”, conta. Tudo isso porque os homens são mais práticos e impacientes que as mulheres.

 

Segundo a médica, os tratamentos que eles mais procuram estão relacionados à acne, limpeza de pele, gordura no abdome e calvície. Já as intervenções cirúrgicas masculinas são, geralmente, as de pequeno porte, para fazer mudanças discretas, com um aspecto bem natural.

 

Metrossexuais

Esses novos homens que passam horas em frente ao espelho e horas comprando roupas e cosméticos são conhecidos como metrossexuais. O termo – criado pelo jornalista americano Mark Simpson para definir um consumidor específico – vem do inglês e une as palavras metrópole e heterossexual.

 

Em sua maioria, os metrossexuais têm entre 25 e 45 anos e alto poder aquisitivo. Urbanos, se concentram em cidades com mais de 250 mil habitantes, porque é nesses grandes centros onde existe um processo maior de mudança cultural, enquanto nas cidades pequenas prevalecem os conceitos tradicionais.

 

Essa porção masculina é capaz de gastar boa parte do salário em roupas de grifes, relógios, sapatos, cremes e cuidados com os cabelos e atiça vários setores do mercado: de cosméticos a veículos, de imóveis a refeições. A maioria, 60%, é solteira.

O metrossexual Júnior garante que o sucesso entre as mulheres é absoluto. “Nenhuma mulher gosta de homens das cavernas”, comenta. Sorte delas, que estarão mais rodeadas de charme a cada dia!
 
Matéria originalmente publicada na revista Paradoxo
 
 
 
 
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