Balada Expressa

 Tem DJ baiano na Pickup mais cobiçada do país
 Ter a oportunidade de conversar com Paulo Braga ou melhor Deejay Roots, é saber que posso de qualquer forma me considerar um privilegiado, primeiro por ter uma relação firme de amigo e com o profissional que comanda as pistas eletrizantes das melhores festas da cidade e segundo poder me orgulhar que ele é da Bahia e que vai estar na Skol Beats, a festa eletrônica de maior referencial no Brasil.

O baiano que conquistou o país com a faixa “Sorriso de Flor” aparece no topo da lista de grandes revelações da cena nacional. Depois desse hit instantâneo, Roots ainda aliou uma parceria com Marky e Bungle: a faixa “Restart”, recebeu elogios da crítica especializada e entrou para a coletânea ‘Fabric Live 25’, mixada por High Contrast. Todo esse sucesso lhe rendeu o convite para o Skol Beats desse ano, com estas palavras o site DNB Online reverencia um dos melhores Djs da atualidade.
 
Este ano, Roots o Top Deejay de 2005 vai encarar o mega evento promovido pela Skol e que traz somente os grandes monstros da cena eletrônica nacional e internacional.
Grandes nomes da cena eletrônica nordestina já estiveram presentes no mega evento, foram eles; o alagoano Cláudio Manoel que tocou ano passado e o baiano Ramilson Maia que vive em Sorocaba SP, mas é a primeira vez que um baiano residente da Capital invade a pick’up mais cobiçada do Brasil.
 
Esquentando a ansiosidade do Dj que não é pra menos, batemos um papinho rápido com Roots que está em momento de euforia e expectativa.
 
Qual a sua expectativa para tocar em um evento de tamanha grandiosidade na  cena eletrônica nacional ?
“Acredito que seja o maior sonho de qualquer dj, um dia fazer parte deste festival, pra mim está sendo a realização deste sonho, estou super ansioso, rezando para que tudo dê certo e que eu possa fazer aquele povo todo dançar por lá”.
 
Com a sua participação no Skol Beats o que acrescenta na cena eletrônica baiana no contexto geral?
Com certeza muita coisa, a primeira delas são os olhos voltados pra nossa região, a cena de um modo geral já se expandiu pelo Brasil e não fica mais só no eixo Rio-São Paulo, e essa é a hora de mostrarmos nossa cara, nosso trabalho, temos ótimos djs aqui na Bahia que não devem nada a muitos djs do Sul do país. Além disso, o lance da produção musical. Acho que com este resultado muita gente pode se interessar em começar a produzir suas músicas, o que com certeza é um grande diferencial hoje em dia na vida de qualquer dj.
 
Como surgiu o convite de tocar na Skol Beats?
A Bulldozer (empresa responsável pela tenda marky&friends) entrou em contato comigo falando que era pra eu estar aqui no Brasil no dia 13 de maio, dai  comecei a suar...Depois a coisa se concretizou, e eles confirmaram a minha presença na tenda.
 
Além do sucesso Sorriso de flor, o que Roots está preparando para levar no case e bombar a pista do Skol Beats?
Tenho outras faixas que pretendo tocar por lá como “No Time to love” (marky & bungle), “subfocus” (flamenco), summerlights (dj roots & theego) além de grandes lançamentos dos produtores mundiais, pretendo tocar muita produção nacional, e mostrar que a coisa esta apenas começando pra gente.
 
Como se construiu a sua história como Dj?
Desde o primeiro dia que resolvi ser um dj já sabia que iria tocar drum’n bass, era o estilo que mais me cativava, as linhas melódicas cheias de soull, jazz, coisas finas fizeram com que eu corresse pra esse lado.
 
Ah quanto tempo, em que ano você iniciou a sua carreira e de lá pra cá quais as mudanças que você presenciou na cena eletrônica da Bahia?
Comecei a tocar se não me engano após tomar um curso do Pragatecno em 2002. Nesta época ainda existiam poucos núcleos voltados à divulgação da cena eletrônica. Que eu me lembre só mesmo o Pragatecno e a Soononmoon. No decorrer desses anos a cena vem caminhando em um constante crescimento. O aparecimento de novos djs, a mídia instantânea traz informações sobre o que rola lá fora, tudo isso vem fazendo com que a nossa cultura se espalhe cada vez mais rápido. Hoje em dia a Bahia já tem diversos núcleos e agências especializada na cena eletrônica, e acredito que ainda tem muita coisa pra acontecer.
 
Para terminar, a cena de Djs na Bahia vem sendo marcada por farpas e guerras devido os egos exarcebados, o que acaba fazendo com que o público enxergue de maneira geral uma tamanha falta de respeito e profissionalismo com a própria cena, qual a sua visão sobre este problema e que mensagem você daria para os Djs baianos.
Acredito que se todo mundo procurasse gastar seu tempo se especializando na profissão e pesquisando mais e não alimentando guerrinhas desnecessárias  e contribuísse para o crescimento da nossa cena, no geral todo mundo sairia ganhando, o publico teria muito mais festas, os djs teriam muito mais espaço, e os promoters poderiam fazer muitas festas bacanas. É só questão de se conscientizar e pensar nos malefícios que essas picuinhas causam, é claro que todos tem ambição em serem reconhecidos, em poderem estar tocando nas melhores festas, mas a união é a melhor forma disso acontecer. Sozinho ninguém chega a lugar nenhum.
 
Entrevista feita em  07 de Abril de 2006


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