Uma teoria para a sensacional participação de Mathz no último sábado (01) na San Sebastian
 

 @Por Davi Santos

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02.maio.2010
 
O grande barato do San Sebastian é notar e ver que o club se renova a cada DJ.

 

 

Desde o seu começo foi adotada uma filosofia de integrar outras vertentes da música eletrônica com a finalidade de aproximar o público Gay a outros estilos.

Este processo foi desenhando o perfil do espaço, ajudou a educar os alternativos na aceitação destes estilos e bem diferente de tantos clubs existentes pelo Brasil, que se limita ao tribal por achar que não somos sociáveis a outros estilos, a San vem no sentido contrário destas ideologias e se fortalece diante de uma valorização destacada na cultura da música eletrônica.

Quem chega a San sente esta mudança, presencia um diversificado público dividindo a pista e agregando sons que agrada a gregos e baianos. Era tudo que sonhávamos numa cena que se apresenta tão modernosa em meio a tantas existentes.

Se tribal é música de Gay? pode até ser, para aqueles que acham que o feijão com arroz alimenta mais do que acrescentar um bom pedaço de carne em seu prato.

E por esse caminho nós vamos nos adaptando à universalidade da música e nos permitindo experimentar estilos que outros grandes talentos podem nos conceber em um espaço exageradamente democrático.

O concorrente do Top Deejay 2010, o DJ Mathz, acredita nisso e através deste evento, alguns poucos que questionavam sobre a participação dele, sem conhecerem -assim como eu o conheci a exatamente algumas horas atrás- sem saber muito bem quem era, se depara com um cara bonito, talentoso, com uma técnica impressionante e bem sintonizado com a pista que ele comanda.

Independente da pista ser  de uma balada gay ou não, ela é bem conduzida por ele através de uma seleção de tracks que mistura um tech progressivo com fortes batidas percussivas, dando a entender que o seu feeling com este público está sendo bem assimilado para quem está sacudindo o esqueleto no pistão.

Mandou bem Mathz!


Comentários

Henrique Dias - Rio de Janeiro - RJ
Outros sons
Também sou a favor de uma cena mais diversificada e em tantos exageros para se tocar limitadamente tribal divas. Em quase todas as capitais que já fui essa democracia é bem acentuada mesmo em salvador, onde a turma GLS curte outros estilos que nã seja o bate cabelo e me orgulho de ser baianos por estarmos bem a frente de Rio e São Paulo nesse quesito.
Eduardo Bello - Salvador - BA
Corrompendo mentes
Belissima percepção!!! Está mais do que claro que o Mathz é mais um dos DJs apadrinhados por Davi Santos e que vai explodir na cena como sendo o grande, o melhor o absoluto e mais uma vez todo mundo vai aceitar. Até quando essa maldita politica do FD vai continuar?
Yuri Dantas - São Paulo - SP
O melhor dos melhores
Mathz e merecedor de tudo isso que está começando a acontecer na vida dele, o cara é talentoso, humilde, ama ser Deejay e honesto. Vai lá cara, você merece muito mais.
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