| |
10.01.2005-Soropositivo-Lipodistrofia Facial-PMMA Grátis
Prezado Internauta: Você deve
ficar despreocupado. Os Inibidores de Protease Quando os primeiros casos de lipodistrofia surgiram, em meados da década de 90, os especialistas achavam que a manifestação era um efeito colateral dos inibidores da protease. Hoje, porém, sabe-se que a idade avançada, o HIV e outros medicamentos utilizados para o tratamento de aids também contribuem para o aparecimento e o agravamento da síndrome. Os primeiros casos relatados foram de acúmulo de gordura na região do abdome, alargamento da região posterior do pescoço e, nas mulheres, aumento do volume das mamas. Depois, foram descritos casos de perda de gordura na face, nas nádegas, nos braços e nas pernas, causando enrugamento da face (envelhecimento precoce). Afinamento dos membros superiores e inferiores e visualização de músculos e vasos sangüíneos superficiais também são manifestações clínicas da síndrome. O tratamento
é basicamente o Hormônio do Crescimento, exercícios
e uma dieta adequada. Portaria
do Ministério da Saúde O Ministério
da Saúde incluirá na tabela do Sistema Único
de Saúde (SUS) oito novos procedimentos indicados para portadores
do vírus HIV que sofrem com a lipodistrofia. O anúncio
foi feito nesta quinta-feira (2/12) pelo ministro Humberto Costa,
em evento do Dia Mundial de Combate à Aids, no Palácio
do Planalto, em Brasília. Os soropositivos que tomam os medicamentos
anti-retrovirais, usados no tratamento da doença, são
as únicas vítimas da síndrome, que provoca acúmulo
ou perda de gordura em áreas específicas do corpo. Alguns efeitos anatômicos (ou corporais) da lipodistrofia são irreversíveis. O aumento da gordura central – tanto no abdome, quanto na base do pescoço (giba) – pode acarretar dores musculares, cervicalgias e lombalgias. A diminuição da gordura periférica (atrofia de braços e pernas e nádegas) pode ser intensamente pronunciada, levando à formação de escaras na região das nádegas. Todas essas mudanças, fisicamente visíveis, acarretam diminuição ou perda da auto-estima, exclusão social e dificuldades no relacionamento familiar. Por conta disso, os pacientes sofrem com distúrbios psicológicos ou psiquiátricos que contribuem para o abandono ao tratamento. Não menos relevantes são as alterações metabólicas, como aumento do colesterol e dos triglicérideos e o surgimento do diabetes tipo 2. O controle do diabetes, especificamente, muitas vezes é comprometido pela dificuldade em se prescrever tratamentos menos tóxicos, porém capazes de evitar a replicação do vírus HIV nesses pacientes.
A portaria 2.582,
que autoriza a inclusão dos novos procedimentos, deverá
ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta
sexta-feira (3/12). Todas as novas intervenções são
cirurgias estéticas e reparadoras, de pequeno e médio
portes. De acordo com a portaria, a indicação dos procedimentos
seguirá recomendações definidas pelo Programa
Nacional de DST e Aids. O documento também estabelece prazo
de 60 dias para elaborar protocolos de indicação das
cirurgias e formulários de preenchimento obrigatório,
que serão anexados ao prontuário médico dos pacientes.
Os novos procedimentos são: Não estão
incluídos tratamentos como o uso do HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
ou dos HORMÔNIOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES, ou do ÁCIDO
POLILÁTICO, mas já é uma excelente notícia.
Os outros procedimentos continuam a ser obtidos por liminar judicial.
E o procedimento é bem simples: Considerando-se
que você poderia precisar gastar em média uns 4 a 6 mil
reais por mês, vale a pena percorrer esse caminho acima, até
que estes procedimentos sejam também inclusos. Alguns hospitais
públicos já estão com protocolos abertos sobre
esses procedimentos, mas bem no início ainda.
|