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- Especialistas propõem um pacto nacional
contra a Aids para atingir a 6ª meta do milênio
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- O motivo para esta vulnerabilidade feminina é a pequena proporção de
mulheres que se vale do preservativo em suas atividades sexuais, fato ainda mais
grave no interior do país, o que tem contribuído bastante para a proliferação da
doença nestas áreas. Para a fundadora do Movimento Nacional das Cidadãs
PositHIVas (MNCP) Daria Dal Zuffo, a vulnerabilidade das mulheres diante do HIV
está associada à fragilidade dos mecanismos para sua proteção. “A maioria delas
acredita muito na fidelidade e aceita transar sem camisinha”, comenta. Segundo a
ativista, há uma maior dificuldade em trabalhar prevenção entre o sexo feminino,
pois muitas delas ainda carregam o estigma de inferioridade e submissão aos
homens, o que dificulta a exigência do preservativo. “Nós do MNCP buscamos o
fortalecimento da auto-estima, com o objetivo de destacar o poder da mulher”,
explica.
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- Os resultados do Brasil perante as metas do milênio foram apresentados
nesta quinta-feira, 31, na Universidade Federal de Brasília (UnB). Retrocesso do
combate à Aids no Brasil Nos 22 anos de história da epidemia de Aids no Brasil,
várias ações foram criadas para impedir a proliferação do vírus HIV. Entre elas,
destaca-se a distribuição integral e gratuita dos medicamentos anti-retrovirais,
motivo para o reconhecimento mundial do Programa Nacional de DST/AIDS.
Entretanto, nos últimos meses algumas falhas vieram à tona e o programa
respeitado internacionalmente passou a sofrer alguns retrocessos. Os motivos
maiores foram o desabastecimento de alguns remédios que compõem o coquetel em
várias regiões do país e a escassez de preservativos.
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- O sanitarista e diretor da
instituição Pathfinder do Brasil (ONG que atua no combate da doença na Bahia),
Carlos Augusto Laudári, trabalhou na África por 17 anos como membro das Nações
Unidas. Ele que conheceu realidades completamente diferentes acredita que o
Brasil precisa expandir as ações que envolvem a doença. “As metas só serão
atingidas quando o número de grupos envolvidos na causa for maior”, comenta.
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- Para ele, é necessário incluir os projetos de prevenção em outras organizações,
que não necessariamente tenham envolvimento direto com a causa da Aids. “Grupos
de pescadores, mulheres, religiosos, adolescentes etc”, cita. “Não podemos nos
limitar às ONG/AIDS. Esta doença atinge a todos”, explica. Já o secretário
executivo do Fórum de ONG/AIDS do Rio de Janeiro, Roberto Pereira, defende um
pacto nacional contra a doença. “Chegamos ao patamar considerado modelo devido
ao financiamento repassado pelo Banco Mundial e agora que isso está acabando
observamos vários problemas.” Pereira cita brigas políticas entre Estados e
municípios e a descentralização da assistência como outros fatores que
atrapalham a manutenção da qualidade no atendimento prestado aos soropositivos.
“Queremos as ações realmente incorporadas ao SUS (Sistema Único de Saúde)”,
finaliza.
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