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| Viver
com AIDS:::: |
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- Remédio barato e comum reduz mortes por Aids, diz pesquisa
- Fonte:
BBC Brasil
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Uma pesquisa feita na África indica que o uso de um
remédio comum, de baixo custo, pode reduzir quase que pela metade o número de
crianças que morrem de Aids.
- O sucesso do tratamento adotado durante o estudo na Zâmbia
levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef (órgão da infância das
Nações Unidas) a recomendar sua adoção em países em desenvolvimento.A pesquisa, que foi descrita em um artigo de uma revista
britânica de medicina, envolveu 541 crianças com sintomas de infecção pelo HIV,
que receberam um remédio chamado co-trimoxazole – um antibiótico comum, que
custa menos de US$ 0,10 (cerca de R$ 0,27) por dia, por pessoa.
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- Os cientistas disseram que as crianças que
tomaram o remédio diariamente mostraram estar melhor de saúde do que as que
receberam um placebo.
- Depois de 19 meses de iniciada a pesquisa, 25% das crianças
tomando o co-trimoxazole haviam morrido – enquanto que 40% das que receberam o
placebo não haviam sobrevivido.
- Doenças oportunistas
- O remédio serviria para evitar doenças como a tuberculose e a
pneumonia, que se aproveitam da fragilidade do sistema imunológico das crianças
infectadas com o vírus HIV.
- Todas as crianças que participaram dos testes estão agora
recebendo o co-trimoxazole, e aquelas que precisavam de terapia anti-retroviral
também já começaram a receber a ajuda do governo de Zâmbia.
- Uma porta-voz do departamento encarregado da Aids na OMS
disse que “até que se confirme se a criança tem ou não HIV, ele deve tomar o
co-trimoxazole”.
- “E qualquer criança infectada deve tomâ-lo, independentemente
de sua contagem de CD4” (células CD4 são um típo de linfócito, intimamente
ligado ao sistema imunológico. A contagem serve para medir a eficácia de um
tratamento contra o HIV).
- “Isso se aplicaria não só na África, mas também em outros
países onde as crianças não necessariamente têm acesso a remédios
anti-retrovirais”, completou.
- A cada dia, cerca de 1,3 mil crianças morrem em decorrência
da Aids no mundo.
- Falta de médicos
- Ainda nesta quinta-feira, um representante da OMS disse que
muitos países em desenvolvimento estão enfrentando uma crise no setor da saúde
por causa da falta crônica de pessoas com conhecimento na área médica.
- Segundo Tim Evans, diretor-geral-assistente da OMS, centenas
de milhares de profissionais do setor estão trocando regiões pobres por países
mais ricos.
- Evans disse que a falta de pessoal está provocando uma falta
de assistência básica de saúde em países mais pobres e causando mortes que
poderiam ser evitadas.
- Isso seria verdade, por exemplo, em algumas partes da
África.
- O diretor da OMS fez as declarações durante um congresso
internacional de saúde no México, que está discutindo formas de melhorar os
serviços de saúde para a população mais pobre do planeta.
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- Da
redação: Farof@
- Enviado
em 22 de Novembro por Roberto Jesus - Fortaleza
CE
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