- VII
Encontro de luta contra a AIDS é marcado
por projetos sobre o futuro dos jovens portadores
do Vírus
-
- @da
Redação Farofa
O VII Encontro de Luta Contra a Aids – Crianças e Adolescentes HIV positivo
por uma Qualidade de Vida Melhor, organizado pela ONG Projeto Reviver que
aconteceu nessa tarde no Auditório Universidade São Judas, em São Paulo, teve
como fato relevante projetos sobre o futuro das crianças e dos jovens
soropositivos. Maior atenção às gestantes e um planejamento familiar também
foram itens citados por psicólogos.
“Pensava-se que crianças infectadas
pela mãe (por transmissão vertical) não passariam dos 6 anos de idade. Muitas
delas estão com 19 e muito saudáveis”, explicou a psicóloga voluntária Daniela
Cristina de Almeida, uma das profissionais que falou nessa tarde. Ainda segundo
Almeida, é necessário pensar no futuro do jovem, porque a expectativa de vida
“está cada vez maior”. Só para se ter uma idéia, em 1995 haviam 14.966 pessoas
hospitalizadas com Aids em São Paulo. No ano de 2002 esse número caiu para
9.190, segundo dados apresentados no Encontro.
Um dos projetos para o
ano de 2005 é montar um grupo de apoio com as mães soropositivas e a família do
portador do vírus. O trabalho é para conscientizar o grupo familiar e criar uma
base de apoio pensando no futuro do jovem portador do vírus. “A maioria deles
está nas casas de apoio desde quando nasceram, não estão preparados para a vida
adulta”, explicou a psicóloga.
Durante a mesa “Uma Experiência de
Atendimento Integral”, o tema debatido foi formas de fazer com que a criança e o
jovem consigam ter uma melhor qualidade de vida, mesmo vivendo sob os efeitos
colaterais causados pelo coquetel anti-Aids.
Cinco profissionais que
trabalham no Projeto Reviver apresentaram formas de viver bem tomando
medicamentos anti-retrovirais. Entre elas, a dentista Carla Ghetti explicou que
a escovação dos dentes é fundamental principalmente para os portadores do vírus.
“O coquetel tem muita glicose e diminui o fluxo salivar. Isso faz com que o
açúcar fique mais aderido nos dentes causando mais cáries e gengivites,
necessitando de uma higiene bucal mais atenciosa, evitando também herpes e
aftas.”
Já a fonoaudióloga Elza Engel Ayer disse que um dos maiores
problemas é a intoxicação que o remédio pode causar. “Algumas crianças sofrem
perdas auditivas e não conseguem passar uma semana sem ficar com o nariz
desobstruído. Isso atrapalha seu rendimento escolar, porque não conseguem falar
e nem escrever direito. É nesse ponto em que trabalhamos”.
Trabalho
Voluntário
Recém formada em psicologia, Mônica Leite começou a
trabalhar como voluntária no Projeto Reviver no começo de fevereiro de 2004.
Segundo ela o trabalho é muito recompensador. “Aqui eu não só invisto meu tempo,
como também aprendo muito como profissional”.A partir dos contatos que fez na
ONG, já arrumou um outro trabalho.
A maioria dos profissionais que
trabalham na ONG Projeto Reviver são voluntários. Eles têm o intuito de dar
apoio à crianças HIV Positivo, em forma de sustentação, abrigo, qualidade de
vida e seu adequado desenvolvimento.
Jornalista responsável: Emiliano Capozoli Biancarelli
-
Envie
esta página para alguém
|
|