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Pesquisadores da Unifesp descobrem dois novos
tipos de vírus HIV no país
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As novas variantes são combinações de subtipos
do vírus HIV tipo 1 e foram identificadas em Santos, no litoral paulista.
Descobrir as características e o potencial de agressividade desses vírus,
chamados de formas recombinantes circulantes (conhecidos pela sigla inglesa
CRF), será o próximo passo para ajudar na prevenção. As novas variantes são
combinações de subtipos do vírus HIV tipo 1 e foram identificadas em Santos, no
litoral paulista. Descobrir as características e o potencial de agressividade
desses vírus, chamados de formas recombinantes circulantes (conhecidos pela
sigla inglesa CRF), será o próximo passo para ajudar na prevenção.
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Além de conhecer melhor a predominância
dos subtipos B, F e C do HIV no país, os pesquisadores brasileiros agora irão
buscar formas de combater um mal que está se tornando geneticamente complexo: a
chamada co-infecção ou superinfecção do HIV. “Uma vez dentro do hospedeiro, os
dois vírus com genes distintos podem gerar um terceiro vírus, por um mecanismo
conhecido como recombinação”, explica o pesquisador da Unifesp Luiz Mario
Janini, um dos autores do trabalho publicado na revista científica
norte-americana Aids Research and Human Retroviruses. Os dois novos vírus
recombinantes circulantes descobertos na cidade de Santos, litoral paulista – o
CRF 28 (B/F) e o CRF 29 (B/F) –, reúnem dois dos subtipos predominantes no país,
o B e o F. Apesar de ainda não ser possível estimar a agressividade, a
capacidade de replicação e as conseqüências da infecção por essas novas
variantes do HIV, os pesquisadores estão alertas. De acordo com Ricardo
Sobhie Diaz, chefe do Laboratório de Retrovirologia da Unifesp e coordenador da
pesquisa, estudos anteriores mostraram que os subtipos B e F respondem de formas
diferentes aos tratamentos. “Os vírus do subtipo F também podem apresentar uma
resistência natural aos medicamentos anti-retrovirais disponíveis atualmente”,
explica o pesquisador.
Vacina específica “A complexidade genética
da epidemia no Brasil abre a possibilidade de se pensar na criação de vacinas
específicas para infecções de subtipos diferentes do HIV, combatendo a
resistência e melhorando a resposta ao tratamento”, explica o virologista. O
próximo passo, segundo Diaz, será recrutar pessoas infectadas com essas duas
novas variantes do vírus para verificar se existem diferenças, tanto na
progressão da doença como no tratamento, com relação aos outros vírus existentes
no país.
Mundo tem 29 subtipos O HIV tipo 1 – predominante no
território brasileiro – possui nove subtipos e o tipo 2, cinco. Com a descoberta
dos pesquisadores brasileiros, entretanto, somam-se, no mundo, 29 subtipos de
recombinantes circulantes (CRF) registrados desde que foi identificada a
primeira variante do HIV, há cerca de 15 anos. De acordo com a Organização
das Nações Unidas (ONU), até 2005, cerca de 40,3 milhões de pessoas estavam
infectadas pelo HIV no mundo inteiro. No Brasil, segundo dados do Ministério da
Saúde, de 1980 a 2005, quase 372 mil casos de Aids haviam sido confirmados. “Há
uma estimativa de que aproximadamente 650 mil brasileiros sejam portadores do
vírus no país”, afirma Janini. Independentemente da variante do HIV, o vírus
destrói as células do sistema imunológico da pessoa infectada, tornando-a
susceptível a outros tipos de infecções e a doenças oportunistas.
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- Fonte:
caidionline.epm.br
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