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Pessoas infectadas pelo vírus que causa a aids
poderão, em breve, tomar uma pílula que, numa única dose diária, combina três
drogas num "coquetel" contra o HIV. A pílula, chamada Atripla, inclui três
drogas que já formam um dos tratamentos mais receitados contra o vírus e a aids.
A FDA, órgão do governo americano que
supervisiona os mercados de comida e remédios, aprovou a versão combinada nesta
quarta-feira.
O remédio será caro: mais de mil dólares por um
mês de tratamento. A Tripla pode substituir as duas pílulas, ou mais, que os
pacientes HIV positivos têm de tomar para manter o vírus sob controle. Espera-se
o medicamento chegue ao mercado americano dentro de sete dias úteis. Médicos
americanos acreditam que o uso de uma só pílula pode aumentar,
significativamente, a obediência do paciente ao tratamento.
Se a pílula solitária ajudar os pacientes a
respeitar o tratamento, isso poderia adiar o surgimento de variedades do vírus
resistentes às drogas. Essas variedades têm chance de aparecer quando os
pacientes tomam menos de 95% de seus remédios, diz o fabricante de duas das
drogas que entram na Atripla. A nova droga combina tenofovir, emtricitabina e
efavirenz. A FDA havia aprovado, no mês passado, uma outra pílula que combina
três drogas para o combate ao HIV, como parte do esforço do governo dos Estados
Unidos para lutar contra a aids no mundo.
Essa pílula precisa ser tomada duas vezes ao
dia, e não está disponível no mercado interno americano. A Atripla também estará
disponível nos cinco países que recebem ajuda do programa americano Plano de
Emergência Presidente para Combate à Aids.
- Atripla deve conter uma
advertência de que pode causar o aumento do ácido láctico no sangue, além de
dificuldades no sono, alucinações e problemas renais.
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