Viver com AÍDS

17.07.2006  EUA aprovam coquetel anti aids, em uma pílula só

Pessoas infectadas pelo vírus que causa a aids poderão, em breve, tomar uma pílula que, numa única dose diária, combina três drogas num "coquetel" contra o HIV. A pílula, chamada Atripla, inclui três drogas que já formam um dos tratamentos mais receitados contra o vírus e a aids.

A FDA, órgão do governo americano que supervisiona os mercados de comida e remédios, aprovou a versão combinada nesta quarta-feira.

O remédio será caro: mais de mil dólares por um mês de tratamento.
A Tripla pode substituir as duas pílulas, ou mais, que os pacientes HIV positivos têm de tomar para manter o vírus sob controle. Espera-se o medicamento chegue ao mercado americano dentro de sete dias úteis. Médicos americanos acreditam que o uso de uma só pílula pode aumentar, significativamente, a obediência do paciente ao tratamento.

Se a pílula solitária ajudar os pacientes a respeitar o tratamento, isso poderia adiar o surgimento de variedades do vírus resistentes às drogas. Essas variedades têm chance de aparecer quando os pacientes tomam menos de 95% de seus remédios, diz o fabricante de duas das drogas que entram na Atripla. A nova droga combina tenofovir, emtricitabina e efavirenz. A FDA havia aprovado, no mês passado, uma outra pílula que combina três drogas para o combate ao HIV, como parte do esforço do governo dos Estados Unidos para lutar contra a aids no mundo.

Essa pílula precisa ser tomada duas vezes ao dia, e não está disponível no mercado interno americano. A Atripla também estará disponível nos cinco países que recebem ajuda do programa americano Plano de Emergência Presidente para Combate à Aids.

Atripla deve conter uma advertência de que pode causar o aumento do ácido láctico no sangue, além de dificuldades no sono, alucinações e problemas renais.
 


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