Abafe...o caso mona!

 O Homem perfeito?

“Ai, não tem homem no mundo”, “Ai, eles não são românticos”, “Ai, ele não abaixa a tampa da privada”, “Ai, ele só pensa em futebol”… Pare, querida! Antes que seja tarde demais.

São raros os gays que gostam e respeitam a natureza masculina sem tentar transformá-la. As lésbicas são as únicas que admitem (mesmo que inconscientemente) que mulheres são criadas para gostar de mulheres, e não para gostarem de homens. Elas se poupam da tarefa insana de mudar os homens e não ficam empatando o jogo como muitas mulheres que tentam, a qualquer custo, acabar com o que ainda existe de masculinidade neste planeta.

Que a verdade seja dita: hoje em dia, um homem que preencha todos os requisitos do homem perfeito não é um homem; é uma mulher.

É só olhar para trás… Assim que começamos a nos relacionar (me deixem generalizar em paz, por favor!) estabelecemos a separação: menina brinca com menina e menino brinca com menino. Meninos jogam bola e meninas brincam de casinha, meninos fazem “eca, sai pra lá” quando o assunto é namorada e meninas conversam naturalmente sobre rapazes desde o jardim da infância. Até aí tudo bem, se não fosse pelo fato de que as meninas constroem a imagem dos príncipes baseadas nas qualidades femininas, e não nas masculinas. Elas idealizam o homem perfeito a partir do mundo cor-de-rosa criado entre elas enquanto os garotos, quando muito, pensam em mulheres de forma muito superficial. Acreditem, é ai que a vaca vai para o brejo!

No caso dos gays não é diferente, lá na adolescência a maior parte dos garotos gays já está escolado de tagarelar com as coleguinhas que juram que não sabem de nada, sobre como um garoto deve se comportar para ser um bom namorado, sempre sonhando que o gato mais gato da escola vai dar bola, e por mais esforço que ele faça para pensar por conta própria o namoro e o namorado estarão fantasiados, prontos e acabados em suas mentes antes mesmo do seu primeiro beijo. Daí para a decepção com o universo masculino resta pouco…

E que culpa os homens tem? Nenhuma. Os pobres rapazes normalmente começam suas relações sem muitas expectativas (diga-se de passagem, uma atitude muito saudável). Entram de manés na brincadeira por conta dos incompreensíveis hormônios que começam a despertar suas duas cabeças e, muitas vezes, ainda levam a fama de sapos.

Também, pudera! Todo gay espera do seu primeiro namorado um garoto educado, romântico, arrumadinho, comportado, fiel, que goste de conversar… E o que eles encontram? Um menino maluquinho, um garoto apaixonado, um ser acostumado a passar os dias transpirando, cheirando mal e se vangloriando disso para os amigos, que se masturba pensando até nas curvas de uma garrafa de Coca-Cola e que troca, no máximo, meia dúzia de gírias e expressões da moda com o resto da molecada.

Aí eles pensam: “Ai, meu deus! É impossível namorar este menino!”. E eu digo: Sim, minha flor. Porque isto é um homem, quem mandou se apaixonar pelo amiguinho do colegial?!

E se você quiser que ele seja muito diferente, você corre o risco de transformá-lo em uma moça. Não, ele não gostará de outros homens, mas você fantasia isso. Ele pode se tornar um homem tão sensível aos seus apelos de mudança que não se reconhecerá mais e você terá sob o seu domínio um ser que nunca lhe roubará um beijo, que irá lhe tratar como algo quebrável, que disputará a tapas com você os seus cremes, xampus e os espelhos da casa.
Em busca da masculinidade perdida, ele terá tantas ou mais crises que você e, se vacilar, pedirá para você matar todas as baratas que entrarem por baixo da porta.

Descobrirá com o tempo, bote tempo nisso, que o que você queria de verdade era sexo nervoso, beijos calientes, um amante másculo, seguro de si, de pulso firme, Bozzano no cangote e sem crises bestas. Um homem simplesmente…

É por isso que eu sempre digo: Homem tem de ser macho, viril, másculo, pressão, grosso (o que não se confunde com rude).

Tá achando ruim? Arruma uma mulher!



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